domingo, 25 de maio de 2008
Contador de Homicídios - Recife
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sábado, 24 de maio de 2008
Essa semana, do Eta a Picasso!
Essa semana comecei a postar no blog a partir da notícia de prisão do líder do ETA. Então comecei a lembrar da época em que o Eta, as Farc, a Guerrilha do Araguaia e tantos outros movimentos eram simpáticos pelo ideal que nos tocava. Então comecei falando do "país basco", depois Guernica, e fiquei muito emocionada ao ler o manifesto do prefeito depois do ataque da segunda negra. E Guernica lembra Picasso. E Picasso tem tantas fases que só deu pra pincelar cada uma. Espero que tenham uma boa leitura.A fonte da parte de arte é o livro de História Geral da Arte, de H.W. Janson, em 3 volumes, o qual me acompanhou nas aulas de história da arte, e que gosto muito. Também foi fonte a coleção da Publifolha em que cada autor merece um livro, que gentilmente ganhei de uma amiga.Picasso: fase azul
A Vida - Picasso
197 x 127,3 cm
The Creveland Museum of Art, Cleveland(EUA)
Repleto de simbolismos, este quadro foi interpretado como uma alegria do amor sagrado e do amor profano (a tela confronta um jovem casal seminu e a uma mãe vestida com um bebê em seus braços), do ciclo da vida e da carreira do pintor moderno. Talvez mescle tudo isso, e o dedo o rapaz, como nas imagens de São João Batista, indique a mudança que será registrada na trajetória artística de Picasso.
Picasso: fase rosa

A família de Saltimbancos - Picasso
1905
212,8 x229,6 cm
The National Gallery of Art, Washington (EUA)
Picasso: Les Deimoselles d'Avignon
Picasso: para entender "Les Demoiselles"
Picasso: o cubismo facetado

Picasso: as colagens cubistas
Picasso: fase pós-cubista

Óleo sobre tela
215 x 142 cm
The Tate Gallery, Londres(Grã-Bretanha)
Por esta altura, Picasso já era internacionalmente famoso. O cubismo espalhara-se por todo o mundo ocidental e influenciava não só outros pintores como também escultores e até arquitetos.
Para ter uma idéia de como Picasso chegou nessa fase, é necessário ver dois quadros dele: A mãe e o filho e Os três músicos. O primeiro é uma volta à tradição clássica e o outro em que Picasso apresenta um estilo de papel cortado, que até primeira vista não sabemos se é pintura ou colagem.
Alguns anos mais tarde, os dois estilos paralelos iriam convergir em uma extraordinária síntese que desde então se tornou a base de sua arte. Esse quadro mostra essa faceta, pois, estruturalmente é puro cubismo de colagens, incluindo até imitações pintadas de determinados materiais - papel de parede com motivos e amostras de vários tecidos, cortados com tesoura de picotar. Mas as figuras, numa extraordinária e fantástica versão de um tema clássico(comparar com as dançarinas de A Alegria de Viver, de Matisse).
A sua identidade original já não interessa - peitos podem tornar-se olhos, os perfis fundir-se com vistas frontais, as sombras tornar-se substâncias ou vice-versa, em uma interminável sucessão de metamoforses.
"Trocadilhos visuais" proporcionam possibilidades inteiramente inesperadas de expressão - humorística, grotesca, macabra e até trágica).
Picasso - para entender "As três bailarinas"
Fase final
Picasso morreu em 8 de abril de 1963, aos 91 anos.
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Guernica - Pablo Picasso
Guernica -Pablo Picasso- 1937Óleo sobre tela
351 x 782,5 cm
Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Madri(Espanha)
Toda a lateral inferior esquerda do quadro é ocupada por uma figura totalmente mutilada, que pode ser assemelhada uma espécie de guerreiro. Repare que, apesar de ter a cabeça e os braços cortados, o guerreiro está agarrado a uma espada quebrada, simbolizando assim a resistência do povo espanhol. Próxima a sua mão, ainda contraída em torno da espada quebrada, encontra-se uma flor, símbolo da esperança de uma nova era. A flor, símbolo da esperança, quase que unida à espada, símbolo da resistência, juntas, podem transmitir uma mensagem do tipo: "enquanto houver resistência haverá esperança". No lado esquerdo da tela encontra-se o touro. Essa é também é uma figura ambígua, pois nele pode estar representada a resistência do povo espanhol. No entanto, o touro, que representa brutalidade, pode simbolizar o general Franco. Repare que o touro está parado, abanando a cauda, como se, "após um ataque bem-sucedido", recuasse para ver os "estragos feitos no adversário" e se preparasse para o próximo ataque.
Na parte central do quadro, vemos um cavalo em agonia. Repare que ele está caído de joelhos, como se estivesse sentindo as terríveis dores causadas pela lança fincada em seu corpo e por uma enorme ferida ainda aberta.
A cabeça do cavalo está voltada para o touro. Da boca do cavalo parece sair um rugido feroz, um misto de ira e dor. Repare que esse "urro" parece estar direcionado para a figura do touro, ao lado.
Uma vez questionado sobre a ambigüidade existente entre as figuras do touro e do cavalo Picasso disse: "Este touro é um touro, este cavalo um cavalo (...). É preciso que o público, os espectadores, vejam no cavalo, no touro, símbolos que eles devem interpretar como os compreendem".
(extraído da obra Mundo; Homem; Arte em Crise de Mário Pedrosa)
Ao lado da lamparina, sobre a cabeça do cavalo, está uma espécie de lâmpada elétrica. Devido ao seu formato de sol, essa figura pode sugerir o "olho de Deus", que vê tudo vê. Repare ainda que até mesmo essa luz parece "gritar de horror".
No centro superior da tela, próximo à cabeça do cavalo, existe um braço, que se parece como uma nuvem. A sua mão disforme segura uma lamparina a óleo, muito comum nas casas de camponeses.
Essa lamparina emana uma luz suave, que talvez represente a luz da consciência.
A guerra civil espanhola despertou em Picasso uma viva solidariedade com os Republicanos. O painel, executado para o pavilhão da República Espanhola na Exposição Internacional de Paris, foi inspirado no terrível bombardeio de Guernica, a antiga capital dos bascos. Não representa o próprio acontecimento, mas evoca, por uma série de poderosas imagens, a agonia da guerra total.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
PAÍS BASCO - ORIGEM

PAÍS BASCO - GEOGRAFIA

EUSKAL HERRIA, VASCONIA ou PAÍS BASCO
É um espaço ou região cultural européia situada aos dois lados dos Pirineus e que inclui teritorios do estado espanhol e frances. É conhecida como Euskal Herria ou Vasconia o espaço no qual a cultura basca se manifesta em toda a sua dimensão (ver mapa).
O lado norte dos Pirineus (conhecida como Iparralde) é formada por Lapurdi, Baja Navarra Zuberoa, territorios que na organização administrativa francesa fazem parte do Departamento dos Pirineus Atlanticos.
O lado sul (conhecido como Hegoalde) é composta por Navarra , Álava, Bizkaia e Gipuzkoa, conformando a primeira a Comunidad Foral de Navarra e as três ultimas a Comunidad Autónoma del País Vasco.
A extensão que ocupa Euskal Herria o Vasconia é de 20.664 km2, (menor que o menor dos estados brasileiros, o Segipe) e soma uma população aproximada de 3 milhões de habitantes. Seu clima é o temperado.
Euskal Herria o Vasconia limita ao Norte com o mar Cantábrico , ao nordeste com o Departamento frances de Las Landas ao leste com a região francesa de Bearn. Os outros limites do território de Euskal Herria estão em contato com as seguintes comunidades autônomas espanholas: ao oeste com Cantabria e Castilla-León, ao sul com Castilla-León, a Rioja e Aragón, e ao leste com Aragón.
O País Basco está dividido adimnistrativamente em sete territórios: quatro na Espanha (Araba, Biskaía, Gipuzkoa, Navarra) e três, na França (Lapurdi, Nafarroa Beherea e Zuberoa).
As principais cidades são: Bilbao (Bilbo), Vitória (Gasteiz), San Sebastian (Donostia), Pamplona (Iruña), Baiona...Na língua do país, o País Basco é chamado “Euskal Herria”, que significa “o povo que fala o Euskara”.
PAÍS BASCO - LÍNGUA
GUERRA CIVIL ESPANHOLA 1936-1939

Guerra Civil Espanhola (1936-1939) contribuiu para fortalecer o nazi-fascismo na Europa. O conflito teve início quando a monarquia da Espanha foi substituída pelo regime republicano de tendência socialista. Contra o novo governo levantaram-se os falangistas, simpatizantes do nazi-fascismo, liderados por Francisco Franco.Os falangistas, que lutavam contra o socialismo, tiveram o apoio militar e financeiro dos governos italiano e alemão, empenhados, desde que assumiram o poder, na luta anticomunista, e que aproveitaram a oportunidade para testar novos armamentos e equipamentos militares. O governo republicano foi vencido e instaurou-se um governo totalitário liderado por Franco.
O apoio de Hitler a Franco ocorreu por dois motivos básicos:
primeiro porque os nazistas não precisariam investir muito neste apoio. O que Franco queria era apenas alguns aviões e armas;
o segundo motivo, e o mais significativo para Hitler, é que, se Franco conseguisse conter o comunismo na Espanha, desestimularia também as tentativas de se implantar o bolchevismo ou sovietismo na França.
· Desde de o início, o conflito baseou-se na ocupação de Madri, que, de imediato, foi ocupada pelas tropas de Franco. Os revoltosos dominaram ainda a região da Andaluzia, ocupando Mérida e Badajoz. Os republicanos, por sua vez, ocuparam a fronteira com a França. Em março de 1937, ao término da batalha de Guadalajara, os Republicanos ocuparam a região de Madri.
Em contrapartida os revoltosos, com apoio da aviação Alemã, Legião Condor, tomaram Bilbao, Santander e Gijón. Em julho de 1938, os Revoltosos venceram a batalha do Ebro, o que possibilitou a sua chegada à Catalunha. Entre fevereiro e março de 39 os Revoltosos lançaram sua ofensiva final e, a 28 de março, as tropas de Franco entraram em Madri, encerrando-se assim a guerra civil espanhola.
· Como pode ser visto, os primeiros ataques dos nazistas foram alvos importantes situados em Bilbao. Com a perda de Madri, os revoltosos necessitavam abalar, de alguma forma, os Republicanos. Para isso, adotaram a estratégia de bombardear, ininterruptamente, um alvo qualquer com bombas de fragmentação e incendiárias.
Assim foi estabelecida uma ditadura fascista que se prolongou até a morte de Franco, em 1975, 36 anos no poder.
POR QUE GUERNICA?
Guernica não tinha população numerosa e nem proteção antiaérea, ou seja, a cidade era um alvo fácil;
A cidade abrigava um velho carvalho (Guernikako arbola). Sob o qual, desde os tempos medievais os monarcas espanhóis juravam respeitar as leis e costumes dos bascos. Destruir a cidade seria uma espécie de castigo a todos os que imaginavam uma Espanha federalista ou descentralizada. Destruir Guernica significava também abalar, moralmente, os adversários.
"Em pé, diante desde microfone, quero contar o que os meus olhos viram no lugar do que já foi Guernica, e tomo Deus como testemunha: Envergonhados pelo monstruoso crime que cometeram, os rebeldes apelam para a falsidade para camuflar, para negar a mais vil das proezas da História, a total e absoluta destruição da cidade de Guernica. Aquele dia fatal, 26 de abril, era dia de mercado e a cidade estava cheia de gente. Em Guernica havia milhares de camponeses de toda a vizinhança, numa atmosfera de camaradagem basca, e ninguém suspeitava de que uma tragédia se aproximava. Pouco depois das quatro da tarde, aviões jogaram nove bombas no centro da cidade. Procurávamos os feridos, quando mais aviões surgiram, jogando todo tipo de bombas, incendiárias e explosivas. As feras que pilotavam tais aviões, logo que avistavam nas ruas ou fora da cidade uma figura humana, focalizavam nela suas metralhadoras, semeando terror e morte, entre mulheres, crianças e velhos. Tal foi a tragédia de Guernica, cuja verdade, eu, prefeito da cidade, afirmo diante do mundo inteiro. A Milícia estacionada em Guernica, naquele dia, era exatamente a mesma que havia confraternizado todos esses meses com o povo de Guernica, ganhando sua afeição. Foi a primeira a prestar auxílio naqueles momentos terríveis. Não foi nossa milícia que ateou fogo a Guernica, e se o juramento de um alcaide cristão e basco tem algum valor, juro diante de Deus e da História que aviões alemães bombardearam cruelmente nossa cidade até riscá-la do mapa." Guernica foi ferida, mas não morrerá. Da árvore brotarão novas folhas verdes em toda primavera; seus filhos a ela retornarão; suas casas serão reconstruídas, suas igrejas escutarão novamente seus hinos e preces... Guernica, o símbolo de nossas liberdades nacionais, e o símbolo da ferocidade do fascismo internacional, não pode morrer."
Fonte: História do Século 20, volume 4 - Abril Cultural
ETA – RESULTADO DA GUERRA CIVIL ESPANHOLA

ETA - Origem e hoje, prisão do líder
Francisco Javier Lopez Pena, ou "Thierry", descrito pelo Ministério do Interior francês como "uma figura histórica" dentro do ETA e pelas autoridades espanholas como o principal líderes do grupo, foi preso na noite de terça para quarta-feira, em um apartamento na cidade do sudoeste da França.
Na operação, foram presas quatro pessoas - três homens e uma mulher. A polícia também apreendeu pistolas e um computador.
Lopez Pena estava foragido há mais de 20 anos e acredita-se que, nos últimos dois anos, tenha assumido a responsabilidade pela estratégia política do ETA.
sábado, 17 de maio de 2008
Contador de Homicídios - Recife
Registros do dia: 106
Registros do mês: 175
Desde 1 de janeiro de 2008 : 1694
*Atualizado diariamente ao meio-dia.
Fonte: http://www.pebodycount.com.br/home/index.php











