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quinta-feira, 15 de maio de 2008

LÍBANO - PARTE II


Guerra Fria -1982


No Começo da semana postei um breve histórico do Líbano, permitindo entender conceitos como Hezbollah, xiitas, sunitas, Síria e Líbano X Israel, EUA X Síria, então hoje quero retomar essa história voltando para o período da Guerra Fria, ok? assim podemos depois conectar os interesses dos EUA hoje em dia.
GUERRA FRIA
Na década de 1950, a Guerra Fria entre Estados Unidos(EUA) e União Soviética(URSS) reflete-se na política interna libanesa e soma-se a antigas diferenças étnicas e religiosas. Insurreições muçulmanas contra o presidente maronita, Camille Chamoun(pró EUA), eclodem em 1958, com inspiração nos regimes pró-soviéticos da Síria e do Egito. Tropas dos EUA desembarcam no país e provocam imediato protesto soviético. A crise é contornada com a substituição de Chamoun e a retirada norte-americana.
IGREJA MARONITA
A Igreja Maronita é uma igreja cristã, do rito oriental, em plena comunhão com a Sé Apostólica, ou seja, reconhece a autoridade do Papa, o líder Igreja Católica Apostólica Romana. Tradicional no Líbano, a Igreja Maronita possui ritual próprio, diferente do rito latino adotado pelos católicos ocidentais.O rito maronita prevê a celebração da missa em língua aramaica. Os maronitas tiveram vários de seus religiosos canonizados ou beatificados.

Hezbollah e governo do Líbano entram em acordo

15/05/2008 - 18h59
Governo e Hizbollah chegam a acordo no Líbano
Tariq Saleh, da BBC Brasil, em Beirute
A delegação da Liga Árabe anunciou nesta quinta-feira que um acordo foi alcançado entre o governo libanês e a oposição liderada pelo Hizbollah para encerrar a crise que levou o Líbano à beira de uma guerra civil.
Segundo Hamad bin Jassim bin Jabr Al-Thani, ministro de Relações Exteriores do Catar --que chefiou a delegação árabe-- as partes concordaram em continuar o diálogo na capital do Catar, Doha.
O Líbano enfrenta uma crise política que se arrasta há 18 meses e está sem presidente desde novembro de 2007, quando Emile Lahoud, que é a favor da Síria, deixou o cargo. Desde então o país não conseguem eleger um sucessor.
Segundo Al-Thani, as partes se comprometeram a voltar ao diálogo e discutir a eleição do novo presidente do país, novas leis eleitorais para 2009 e a formação de um novo governo de unidade nacional.
"Não há vencedores neste conflito", disse Al-Thani. "Precisamos ajudar o Líbano a solucionar a crise, e nós continuaremos pressionando por uma resolução".

Histórico do conflito atual no Líbano

Conflito
A recente crise começou quando o governo aprovou duas medidas que previam uma investigação da rede de telecomunicações do Hizbollah e a exoneração do chefe de segurança do aeroporto de Beirute porque ele seria simpatizante do grupo xiita.
As medidas provocaram a ira do Hizbollah, que respondeu com protestos por Beirute e outros pontos do país e que logo enveredaram para a violência, em batalhas entre milícias pró e anti-governo, em que o grupo xiita (e seus aliados) derrotou as forças governistas, ocupando todo oeste de Beirute.
Combates pesados entre as duas facções na capital Beirute, em Trípoli, no norte, nas montanhas e em outras cidades do leste do país levaram vários estrangeiros e libaneses a deixarem o país.
Beirute oeste chegou a ser ocupada pelo Hizbollah e aliados por dois dias, se retirando depois a pedido do Exército.
A onda de violência, que durou seis dias, deixou ao menos 65 mortos e 200 feridos, na pior crise interna do Líbano desde o fim da última guerra civil (1975-1990).
O Exército libanês posicionou tropas e blindados em diversas regiões do Líbano para tentar garantir a segurança da população civil.
O governo do Líbano acabou voltando atrás na quarta-feira, revogando oficialmente as duas medidas contrárias ao Hizbollah como forma de abrir o caminho para negociações e acalmar a crise.

terça-feira, 13 de maio de 2008

LIBANO - PARTE I - Risco de nova guerra civil. O que vc entende disso tudo?

mapa da região do conflito entre Israel e Líbano
Um conflito, o pior ocorrido internamente no Líbano desde a guerra civil (1975-1990), teve início neste mês depois de o governo decidir desmantelar a rede de comunicações do braço militar do Hizbollah. O grupo afirmou então que o governo havia declarado guerra.
A violência ocorre após 17 meses de impasse entre a oposição liderada pelo Hizbollah, que demanda maior poder no governo, e a coalizão governista. A disputa pelo poder paralisou o país e o deixou sem presidente desde novembro passado.
Os EUA acusam a existência de ligações entre o Hizbollah e a Síria e o Irã, e que começam a se manifestar na crise atual. Seriam grupos ligados à Síria.
Os confrontos envolvem apenas partidários xiitas e sunitas. Até o momento não foram registrados choques em áreas cristãs, ou entre grupos cristãos.
"Há combates entre partidários do Movimento Futuro, que é o principal partido da maioria parlamentar, de base sunita, e entre os dois grandes partidos de base xiita, que são o Hizbollah e o Amal.


VAMOS ENTÃO PENSAR:

1) COMO FOI ESSA GUERRA CIVIL DE 15 ANOS, QUE INTERESSES ENVOLVIAM?
2)O QUE É HIZBOLLAH? O QUE É AMAL?

3)POR QUE OS EUA ESTÁ ENVOLVIDO?

4)E A SÍRIA? E O IRÃ?

5)O QUE SÃO OS XIITAS E OS SUNITAS

SE PUDERMOS ENTENDER UM POUCO DESSAS QUESTÕES, PODEMOS ASSISTIR O JORNAL, EU CONFESSO QUE VOU APRENDER AGORA! NUNCA É TARDE, NÉ?

Líbano - Dados Gerais


LÍBANO:
DADOS GERAIS
Nome Oficial: República Libanesa
Área Geográfica: 10.452 km².
Fuso Horário: +5h
População (ano base 2005): 3.6 milhões de habitantes.
Taxa de crescimento anual: 1.0%População urbana: 60%.
População de emigrantes: 14 milhões (dentre os quais cerca de 7 milhões estão no Brasil).
Capital: Beirute (1.171.000 habitantes).
Composição: árabes libaneses (80%), árabes sírios (17,5%), árabes palestinos (1,5%), curdos e armênios (1%).
Religião: islamismo(59%), cristianismo (36,2% - sendo católicos 31,4%, ortodoxos 11,1%, protestantes 0,5%, outros 2%).
Língua: O Árabe é a língua oficial, mas o Francês e Inglês também são largamente difundidos. O Armênio também é falado por uma minoria.
Moeda: Libra Libanesa (1 US$ = 1512 Libras Libanesas/ cotado em agosto de 2007)
Divisão Administrativa: O país é dividido em 6 províncias (Mohafazats): Beirute (capital), Monte Líbano (capital Baabda), Norte do Líbano (capital Tripoli), Sul do Líbano (capital Saida), Nabatieh (capital Nabatieh) e Bekaa (capital Zahle).
Governo: O Líbano é uma república parlamentarista, possui regime democrático e sua Constituição é fundamentada sobre a separação dos poderes executivo, legislativo e judiciário. O Presidente é eleito pelo parlamento. Os deputados são eleitos pelo Sufrágio Universal.
Em 1998, foi eleito através do parlamento libanês o General Emile Lahoud, Presidente da República, 12º Presidente eleito após a independência, em 22 de novembro de 1943.

Ocupação Francesa


O atual território que corresponde ao Líbano atual é o berço da civilização fenícia.
Depois de muitas invasões foi tomado pelos muçulmanos entre 636 e 705. Em 1516 o Império Turco-Romano incorpora o Líbano.
Após a derrota dos turcos na I Guerra Mundial, o terítório correspondente à Síria e ao Líbano atuais fica sob o domínio francês.
A Constituição de 1926, orientada pela França, torna o país uma República Parlamentarista.
Durante a II Guerra Mundial, em 1941, a França concede independência ao Líbano, mas só se retira do território em 1947.

Relação Líbano-Síria

DAÍ VEM A RELAÇÃO ESTREITA COM A SÍRIA, POIS OS SÍRIOS CONSIDERAM O LÍBANO PARTE DE SEU TERRITÓRIO HISTÓRICO, " A GRANDE SÍRIA" , QUE FOI DESMEMBRADA PELA FRANÇA!
Após a independência da França, o primeiro governo independente da Síria é deposto por um golpe militar em 1949.
Com a aproximação entre Israel e Estados Unidos a Síria recebe armas da União Soviética.
O impasse se exacerba em 06 de outubro de 1973, dia de um feriado judaico, a Síria, com o Egito, ataca Israel, mas não obtém êxito na recuperação das colinas de Golã.
E a Síria sempre se mantém contra acordos de paz que beneficiem Israel.
A Síria está entre os países acusados pelo governo dos Estados Unidos de patrocinar o terrorismo. Embora reprima grupos islâmicos radicais em seu território, o país apóia organizações anti-Israel no exterior, como o movimento Hezbollaz ou o Hamas Palestino.
Em 2005, depois de 29 anos, a Síria retira seus soldados do Líbano.

Composição da religião na Síria:
islamismo 92,1%; cristianismo 5,2%, sendo 2,7% ortodoxos
Quando o governo sírio enviou tropas ao Líbano? E por quê?
Em abril de 1975, uma guerra civil colocou em confronto uma coalizão muçulmana (sunitas, xiitas e drusos), aliada dos palestinos, a uma aliança maronita cristã de direita. O exército libanês fragmentou-se em facções rivais, e o governo praticamente deixou de funcionar. Em 1976, diante da iminente vitória do bloco esquerdista, a Síria invadiu o país para defender os cristãos, mas a aliança destes com Israel levou os sírios a mudar de lado. Durante o conflito, a Síria trocou de aliados várias vezes e passou a dominar o território e as instituições libanesas. A Síria chegou a ter em território libanês mais de 40.000 soldados. Oficialmente a guerra civil terminou em 1990 e deixou saldo de 150.000 mortos.
O que o exército da Síria fazia no Líbano?
Teoricamente, com a quase inexistência do exército libanês, as tropas mantiveram a ordem e a paz dentro do país, além de garantir a segurança contra invasões.
Quem queria a saída dos soldados sírios do Líbano?
Os cristãos, sunitas, drusos, a oposição, e a comunidade internacional, capitaneada pelo presidente dos Estados Unidos George W. Bush (foto), que pedia o cumprimento da Resolução 1559 do Conselho de Segurança da ONU. O documento estipula a retirada total e imediata das tropas sírias e o desarme das milícias.

Colinas de Golã

Área estratégica que domina todo o norte de Israel, as Colinas de Golã são ocupadas pelos israelenses na Guerra dos Seis dias(1967) e anexadas em 1981.
Situam-se aí nascentes de rios, entre os quais o Jordão, o mais importante dessa região desértica.
Israel constrói colônias judaicas em Golã, e a Síria, para pressionar a devolução, dá suporte ao grupo guerrilheiro islâmico Hezbollah, que, do Líbano, ataca o norte israelense.
A Síria se recusa a aprovar qualquer acordo de paz ou a normalização das relações com Israel a menos que as colinas sejam devolvidas ao controle sírio.

Hezbollah ou Hizbollah


O HEZBOLLAH, (Hizbollah, Hezbollah ou Hizbullah) que significa "Partido de Deus", em árabe, é um grupo dundamentalista islâmico libanês do ramo xiita, vinculado à Síria e ao Irã. A exemplo do Hamas, nos territórios palestinos, combina um amplo trabalho social entre a população e posições radicais contra o Esado de Israel.
O grupo manteve sua base no sul do Líbano, após o fim da Guerra Civil (1975-1990), e se enraizou na população local. Para muitos libaneses, o Hezbollah foi o único que assumiu a defesa contra os soldados israelenses que ocupavam essa faixa do território do país. A manutenção dos ataques do Hezbollah contra as tropas de Israel causou muitas baixas e elevou as críticas entre os próprios israelenses quanto à manutenção dessa ocupação. Em 2000, Israel decide retirar-se do sul do Líbano.
Do ponto de vista ideológico, o grupo inspira-se na Revolução Islâmica iraniana de 1979, liderada pelos xiitas. O armamento do Hezbollah, que o governo de Israel e dos Estados Unidos atribuem ao Irã, fez do grupo uma poderosa organização militar, como demonstrou nos combates contra Israel em 2006. Sua força, até mesmo no plano eleitoral, decorre também do atendimento que presta às pessoas carentes, por meio de construções de escolas, ambulatórios e creches.
O Hezbollah conta com cinco hospitais, 43 clínicas e duas escolas de enfermagem. Segundo a ONU, ao menos 220 mil pessoas em 130 cidades libanesas se tratam nesses locais. O Hezbollah possui 12 escolas com sete mil alunos e setecentos professores e centros culturais franceses auxiliam no aperfeiçoamento do corpo docente.

ISLAMISMO

Texto do livro o qual mencionei abaixo, Atlas das Religiões
Verde escuro: 80% ou mais
Verde claro: 50 a 79%
Laranja mais escuro e mais claro: menos de 10%

Há 1,34 bilhões de muçulmanos, ou 20% da população mundial. O islamismo é a religião oficial de 25 países.
As duas principais tradições do islã são o sunismo e o xiismo. Após a morte do profeta Maomé, a liderança da comunidade muçulmana se transmitiu a uma série de Califas("sucessores). Em meados do século 7º, no caleifado de Ali(genro de Maomé), alguns passaram a acreditar que a liderança da comunidade deveria ser hereditária; eles ficaram conhecidos como xiitas("os partidários de Ali"). Mas a maioria afirmava que os califas deveriam ser democraticamente eleitos, consoante a Suna, que são as máximas e os costumes estabelcidos pelo profeta: esses são os sunitas. Hoje há mais de 1,1 bilhão de sunitas, que constituem maioria em grande parte dos países islâmicos. Os xiitas são 124 milhões e têm maioria no Irã, Iraque, Bahrein, Azerbaijão e Iêmen.
Tanto entre sunitas quanto entre os xiitas, há várias tradições e várias escolas de interpretação da lei islâmica. Estão muito disseminadas as escolas sunitas, como a maliquita, que domina a maior parte da África muçulmana. No xiismo, há tradições mais localizadas, como os alauístas e drussos ma Síria e no Líbano.
A tradição ibadita teve origem nas décadas imediatamente posteriores à morte de Maomé, antes da cisão entre sunitas e xiitas. Pequenas comunidades de ibaditas(que são predominantemente beduínos) são encontrados nos desertos da Arábia, no Iraque e no norte da África.

sábado, 10 de maio de 2008

Atlas das Religiões








"O Atlas das Religiões", da Publifolha, mapeia as tensões históricas no mundo e mostra as nações que sofreram perseguições religiosas.
Autoras: Joanne O'Brien e Martin Palmer
Editora: Publifolha
Páginas: 112
Quanto: R$ 32,90

Essa semana comprei esse livro e gostei muito. Exatamente por ser um atlas são poucos os textos, até por que os mapas têm o condão de ser auto-explicativos.
O que os autores conseguem fazer com grande maestria é mostrar os mapas dentro de vários contextos para você mesmo tirar suas conclusões e ter a informação que quiser ao olhar para o "mapa" do assunto.
Por exemplo, ele começa com o mapa clássico da popularidade, ou seja, um perfil geral das religiões no mundo expressos em maioria.
Mas depois ele mostra o mapa da CHEGADAS, ou seja do avanço das religiões e suas RAÍZES E RAMOS.
Depois tem o mapa de cada religião no mundo e sua percentagem em cada região, Cristianismo, Islamismo, Judaísmo, Budismo, etc.
A grande novidade é o mapa das religiões e sua relação com o Estado... sua relação com o compromisso com o meio ambiente, os CONFLITOS E TENSÕES, DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS e finalmente com o contexto Social.
É um livro que vale a pena adquirir.