sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Líder opositora de Mianmar recebe autorização para se candidatar

Fonte
A chefe da oposição democrática de Mianmar, Aung San Suu Kyi, anunciou nesta quinta-feira que seu partido, a LND (Liga Nacional para a Democracia), recebeu autorização oficial para concorrer às eleições de 1º de abril. A televisão do país confirmou a aprovação pela Comissão Eleitoral.
"Agora, teremos uma chance de participar oficialmente do processo democrático", afirmou o porta-voz do partido, Nyan Win, sobre a última etapa de um processo administrativo de vários meses, cujo resultado já não gerava mais dúvida.
A Nobel da Paz Suu Kyi não quis falar com a imprensa em Yangun sobre sua candidatura a uma das 48 cadeiras vazias nos Parlamentos nacional e regionais.
"Certamente vou me apresentar às eleições quando chegar o momento", declarou Suu Kyi em novembro em uma videoconferência em Yangun com o CFR (Conselho das Relações Exteriores) em Washington.
A "dama", como é conhecida Suu Kyi em Mianmar, não participa das eleições democráticas de seu país desde 1989, quando foi posta sob prisão domiciliar para impedir sua candidatura nos pleitos legislativos do ano seguinte, nos quais sua formação ganhou com maioria absoluta.

Soe Than Win/France Presse
Suu Kyi, líder opositora no Mianmar, discursa em festa de aniversário de recebimento do Nobel da Paz
Suu Kyi, líder opositora no Mianmar, discursa em festa de aniversário de recebimento do Nobel da Paz
Nas eleições parlamentares seguintes, em 6 de novembro de 2010, Suu Kyi continuou sob prisão domiciliar, uma semana antes de ser colocada em liberdade.
Mianmar passa agora por uma fase de reformas desde a dissolução da Junta Militar, em março de 2011, e a formação de um governo civil, embora esteja integrado em sua maioria por antigos generais e coronéis.
Suu Kyi passou a maior parte do tempo privada de sua liberdade desde 1990. Mas sua relação com o poder mudou muito após a eleição de novembro de 2010 e sua libertação foi determinada uma semana depois.
O governo do Mianmar, que sucedeu a junta militar em março, estabeleceu um diálogo com ela e seu grupo. A opositora já tinha indicado que se candidataria, pela primeira vez de sua vida, nas próximas eleições legislativas.
Nesta quinta-feira, durante uma entrevista para a emissora britânica de TV BBC, a prêmio Nobel da Paz exprimiu certo entusiasmo sobre as reformas em curso.
"Eu acredito que haverá eleições plenamente democráticas enquanto eu estiver viva, mas eu não sei por quanto tempo vou viver", declarou a ícone da oposição. Questionada sobre a possibilidade de concorrer à presidência, a opositora respondeu: "eu nem seu mais o que eu desejo fazer".
Suu Kyi deve se reunir com o ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, que está em uma visita oficial no país na esperança de reforçar o movimento de reformas impulsionadas pelo novo regime.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

MINISTÉRIO PÚBLICO E SINDICATOS

SINDICATOS E MINISTÉRIO PÚBLICO
É pessoa de direito privado. Deve obedecer às exigências do art. 119 e 120 da Lei de Registros Públicos, como também no órgão competente, que é o Ministério do Trabalho, configurando assim, a necessidade do duplo registro. Defende uma classe, apesar do poder defesa dos não-sindicalizados. Mas não é entidade de interesse social a ser tutelado pelo Ministério Público, por que não defende direito difuso e coletivo, de forma indistinta na sociedade. Os sindicatos têm interesses voltados estritamente em prol da "classe". Mesmo que seja para fisclaizar uma "eleição", e, mesmo sob o argumento de que a atuação do Ministério Público não seja na atividade-fim, mas na atividade-meio, já existe decisão pacificada: " as questões relacionadas ao processo eleitoral sindical, ainda que esbarrem na esfera do direito civil, estão afetas à competência da Justiça do Trabalho, por se tratar de matéria que tem reflexo na representação sindical." ( Conflito de Competência n.53.900 PR da Relatoria da Ministra Eliana Calmon, julgado em 14/03/2007, in PAES,2010).

Geralmente sou procurada na Promotoria de entidades de interesses social para me posicionar sobre possíveis irregularidades nas eleições de sindicatos de feirantes e moto-taxistas(que a meu ver são os menos articulados no Estado, refletindo a demanda no MP) e, respondo com essas argumentações, encaminhando-os ao Ministério do Trabalho ou a advogado para impetrar ação cabível.

Ministério Público obtém sentença que proíbe sindicato de cobrar contribuição confederativa de não associado.

Ministério Público obtém sentença que proíbe sindicato de cobrar contribuição confederativa de não associado.

A Justiça julgou procedente ação civil pública movida pelo Ministério Público em 1995 contra o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de São Paulo e declarou inexigível a cobrança de contribuição confederativa dos empregados não filiados à entidade. A ação, que chegou até o Superior Tribunal de Justiça (STJ) transitou em julgado, tornando a sentença definitiva. O MP foi intimado em junho na decisão. A ação foi proposta em outubro de 1995 pelos então promotores de Justiça da Cidadania Nilo Spínola Salgado Filho e Wallace Paiva Martins Junior, que questionaram a legalidade da contribuição confederativa de 1% sobre o salário base de cada trabalhador, associado ou não ao Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de São Paulo. A cobrança era feita mediante desconto em folha.
Intervindo na defesa dos interesses coletivos, o Ministério Público sustentou que o desconto em folha da contribuição confederativa em relação aos trabalhadores não sindicalizados “consubstancia-se em comportamento lesivo que viola o princípio da legalidade, exigindo da comunidade contribuinte o pagamento de encargo instituído ilicitamente por afronta à normatização constitucional e infraconstitucional”.
De acordo com a ação, “a conduta do Sindicato fere os princípios da legalidade e da livre associação, desfalcando indevidamente o membro da categoria profissional em questão de parcela de seu patrimônio”.
Suscitado conflito de competência, a Justiça Estadual foi declarada competente para julgar a matéria e, em fevereiro de 1996, o juiz José Manoel Ribeiro de Paula, da 8ª Vara Cível Central julgou a ação procedente.
Na sentença, o juiz fundamentou que “se a Constituição consagra o princípio da liberdade de filiação, não é lícito ao sindicato impor contribuição confederativa a empregado não filiado”. Ainda de acordo com a sentença, “a autorização dada aos sindicatos, em assembléia geral, de fixação da respectiva contribuição, não significa que possam fazê-lo sem autorização do empregado não filiado”.
O Sindicato, então, interpôs apelação ao Tribunal de Justiça, que manteve a sentença de primeira instância. No acórdão, o relator desembargador Oliveira Santos destacou que “ao estabelecer que ninguém é obrigado a se filiar a sindicato (art. 8º, inciso V da Constituição Federal), só se pode entender que aquele desconto será feito exclusivamente dos salários dos empregados associados ao sindicato”.
A entidade ainda recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que indeferiu o recurso especial e não admitiu o recurso extraordinário interpostos pela entidade, tornando a decisão definitiva.

Fonte: Ministério Público de São Paulo, 08.07.2011

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A RELAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO COM OS CONSELHOS DE DIREITOS

o grande guarda-chuva que são os Conselhos de Direitos

Até a presente data não se tem notícia da abertura do processo eleitoral para os novos conselheiros de saúde do município de Jaboatão dos Guararapes. Com base nisso, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) expediu recomendação conjunta, através dos promotores de Justiça Édipo Soares Cavalcante e Irene Cardoso Sousa, com o objetivo de que o Conselho Municipal de Saúde de Jaboatão convoque reunião extraordinária para que seja indicado cinco membros que deverão compor a comissão eleitoral. O Conselho tem o prazo de 30 dias para concluir o processo para eleição dos conselheiros de saúde do município.

A Lei Municipal nº 627/2011 estabelece que o mandato dos atuais conselheiros será exercido até o final do ano de 2011, quando então serão escolhidos os novos membros, observando os dispositivos dessa lei. O documento ainda ressalta que a ausência de eleição pode provocar grave risco ao Sistema único de Saúde (SUS) da cidade, haja vista que o repasse dos recursos para a cobertura das ações e serviços de saúde a ser implementado pelo município depende da existência de um Conselho de Saúde.

Vale ressaltar que compete ao Ministério Público atuar da defesa dos interesses sociais e na defesa da ordem jurídica, como também zelar pela efetiva implementação e funcionamento dos conselhos gestores. Essa atuação também se estende a verificar se os conselhos gestores de políticas públicas atuam segundo os dois pressupostos básicos da efetividade do controle social: a transparência da gestão e acesso à informação; devendo promover as medidas necessárias à sua garantia.

domingo, 13 de novembro de 2011

REGISTRO TARDIO - UM FINAL FELIZ PARA MARIA

Hoje estou trabalhando em um parecer numa Ação de Registro Tardio, em que Requerente não possui qualquer documento, nasceu em casa em um Engenho. Sua mãe também nasceu em casa em um Engenho e não possuiu também quaisquer documentos, sendo enterrada como indigente. Hoje meu domingo foi muito sofrido, por que Maria , filha de Maria parece a personagem de um Curta que assisti há pouco tempo. Quando terminei de assistir ao Curta não sabia se tinha gostado ou não, achava que era muito duro o final, que estamos procurando melhorar o final de muitas Marias em nossas lutas e que me recuso a crer a vivenciar esse final sem esperança. Quero crer que minha Maria não terá o mesmo fim de sua mãe, não será enterrada com um nome desconhyecido por que não pôde tirar seus documentos. Eu continuo lutando em favor da cidadania. Por favor, promotores de Justiça, sejamos humanos ao dar nossos pareceres em Registro Tardio, não olhemos para um processo dessa jaez com olhar apenas técnico, sem certidão de nascimento não se é gente, não se é nada.

Veja esse curta e pense que podemos dar um final diferente para nossas Marias e nossos Josés!

Vida Maria from Fernanda Guizan on Vimeo.




quinta-feira, 10 de novembro de 2011


O GT Racismo, do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) realiza na próxima sexta-feira(18) a oficina de leitura chamado “Momento Griot”, na biblioteca do MPPE, na Av. Suassuna, das 14h Às 17h30. Griot era o termo era utilizado na França para os contadores de histórias, já na Africa eram eles chamados de Dieles que significa sangue, força vital. Os leitores de histórias eram conhecidos como verdadeiros museus vivos.
Podem se inscrever para a oficina, os filhos, netos e dependentes dos membros e servidores do MPPE. Para a diretora da biblioteca, Rosa Dalva Rivera, esse encontro será totalmente atípico por conta da presença das crianças na biblioteca, já que o público que frequenta é diferente. Mas, que a finalidade de incentivar a leitura e mostrar o lado contra o racismo.  As inscrições estão sendo realizadas na biblioteca através dos telefones 31817476 ou 7477.
Durante o encontro vão ser abordados temas como racismo, mitologia africana, religiosidade, diáspora, personalidades negras na história e quilombos, possibilitando a reflexão sobre a igualdade racial. Além de estimular a leitura lúdica sobre a respeito do tema, como celebrar o dia da consciência negra interagindo com os membros e seus familiares.
As crianças com menos de cinco anos de idade deverão estar acompanhadas por um responsável, o evento conta com apoio da Associação do Ministério Público de Pernambuco e da biblioteca.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

DISSOLUÇÃO DE ENTIDADE DE INTERESSE SOCIAL

Esse é o modelo que uso para as ações da Promotoria de Justiça de Defesa das Fundações e Entidades de Interesse Sociais, para a dissolução ou extinção das entidades que estão descumprindo seus fins estatutários, e que não estejam mais em funcionamento.

Utilizo a doutrina da cara amiga Andrea Nunes em seu livro "Terceiro Setor - Controle e fiscalização", principalmente no que se refere à legitimidade para a fiscalização das entidades que tem fins comunitários.

Sancionada a lei de criação do Fundo Estadual do Idoso de Pernambuco

Agora é a hora dos Fundos Municipais! Vamos lá Conselhos Municipais...

Sancionada a lei de criação do Fundo Estadual do Idoso de Pernambuco

No último dia 01/11/2011 o Governador do Estado sancionou a lei que cria o Fundo Estadual do Idoso, importante mecanismo para fomentar a realização das políticas públicas voltadas ao idoso.

LEI Nº 14.458, DE 01 DE NOVEMBRO DE 2011.
 
Cria o Fundo Estadual dos Direitos do Idoso de Pernambuco – FEDIPE, e dá outras providências.
 
O GOVERNADOR DO ESTADO DE PERNAMBUCO:
Faço saber que a Assembleia Legislativa decretou e eu sanciono a seguinte Lei:
 
Art. 1º Fica criado o Fundo Estadual dos Direitos do Idoso de Pernambuco - FEDIPE, instrumento de natureza orçamentária, que tem por finalidade a captação e a aplicação de recursos financeiros destinados a proporcionar a implantação, a manutenção e o desenvolvimento das políticas voltadas à pessoa idosa no âmbito do Estado de Pernambuco.

Art. 2º O Fundo Estadual dos Direitos do Idoso de Pernambuco - FEDIPE será gerido pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos - SEDSDH, ou por outra que venha a substituí-la na promoção de assistência social, a qual se vincula sob a forma de Unidade Orçamentária da Administração Indireta, sob a supervisão e controle do Conselho Estadual dos Direitos do Idoso - CEDI, nos termos da Lei nº 11.119, de 01 de agosto de 1994.

Art. 3º Constituem recursos do Fundo Estadual dos Direitos do Idoso de Pernambuco - FEDIPE as receitas provenientes de:
I – dotações orçamentárias do Estado e recursos adicionais que a lei estabelecer no transcurso de cada exercício;
II - transferências recebidas da União, de seus órgãos e entidades, da administração direta e indireta, inclusive Fundos;
III - contribuições de pessoas físicas e jurídicas deduzíveis do imposto de renda, nos termos da Lei Federal nº 12.213, de 20 de janeiro de 2010;
IV - auxílios, legados, contribuições e doações de bens móveis e imóveis, que lhe forem destinados por pessoas físicas ou jurídicas públicas ou privadas, nacionais ou internacionais;
V - produtos de aplicações fi nanceiras dos recursos disponíveis;
VI - valores das multas estabelecidas no Estatuto do Idoso e demais penalidades judiciais e administrativas;
VII - recursos resultantes de convênios, acordos ou outros ajustes, destinados a programas, projetos e ou serviços de promoção, proteção e defesa dos direitos do idoso, fi rmados pelo Estado de Pernambuco, com interveniência ou por intermédio da SEDSDH, e por instituições ou entidades públicas, governamentais ou não governamentais, municipais, estaduais, federais, nacionais ou internacionais; e 
VIII - outras receitas destinadas ao referido Fundo.
 
Art. 4º Os recursos do FEDIPE de que trata o art. 3º desta Lei serão obrigatoriamente mantidos e movimentados na Conta Única do Estado, ressalvados os casos de exigência legal ou regulamentar de norma operacional de alguma fonte repassadora para manter os respectivos recursos em estabelecimento financeiro oficial vinculado ao Governo Federal, sempre em conta específica sob a denominação identificadora do FEDIPE.
Parágrafo único. Os saldos financeiros do FEDIPE verifi cados ao fi nal de cada exercício serão automaticamente transferidos ao seu crédito para o exercício fi nanceiro subsequente.

Art. 5º O FEDIPE será coordenado pelo CEDI, ao qual compete preliminarmente aprovar a programação que anualmente integrará o Plano Plurianual do Estado e a Lei Orçamentária Anual do Estado, bem como fi scalizar a aplicação dos recursos e a execução dos programas e das ações por eles financiados.
Parágrafo único. O orçamento do FEDIPE observará, na sua elaboração e execução, os padrões e normas estabelecidos na legislação pertinente.
 
Art. 6º O FEDIPE terá contabilidade própria, com escrituração geral, e será vinculado orçamentariamente à SEDSDH.
§ 1º A execução financeira do FEDIPE observará as normas regulares da Contabilidade Pública, a legislação referente ao Sistema Orçamentário-Financeiro Corporativo do Estado – E-Fisco e a legislação relativa a licitações e contratos, sujeitando-se ao efetivo controle dos órgãos próprios de controle interno do Poder Executivo, sendo que a receita e a aplicação dos respectivos recursos serão periodicamente objeto de informação e prestação de contas.
§ 2º Para cumprimento do disposto no § 1º deste artigo, caberá à SEDSDH, na qualidade de órgão gestor do FEDIPE, atender às determinações legais vigentes acerca da matéria.

Art.7º As contas e relatórios do FEDIPE serão submetidas, pelo órgão gestor, ao CEDI, trimestralmente, de forma sintética, e, anualmente, de forma analítica.

Art. 8º As atividades de apoio administrativo necessárias ao funcionamento do FEDIPE serão prestadas pela SEDSDH, diretamente ou por meio de entidade integrante da sua Administração Indireta.
 
Art. 9º O Poder Executivo encaminhará projetos de lei ao Poder Legislativo para fi ns de inclusão da programação do FEDIPE no Plano Plurianual e no Orçamento Anual do corrente exercício de 2011.
 
Art. 10. O Poder Executivo, mediante decreto, promoverá a regulamentação da presente Lei.
 
Art. 11. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
 
Palácio do Campo das Princesas
Recife, 01 de novembro do ano de 2011
195º da Revolução Republicana Constitucionalista e 190º da Independência do Brasil.
 
EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS
Governador do Estado
 
LAURA MOTA GOMES
FRANCISCO TADEU BARBOSA DE ALENCAR
PAULO HENRIQUE SARAIVA CÂMARA
JOSÉ RICARDO WANDERLEY DANTAS DE OLIVEIRA
ALEXANDRE REBÊLO TÁVORA
THIAGO ARRAES DE ALENCAR NORÕES

terça-feira, 16 de agosto de 2011

VI CONGRESSO NORTE- NORDESTE DE GERIATRIA E GEROTONLOGIA


Sálvea e Paulo Lapenda

A turma do envelhecimento

Essa que vos escreve em Porto de Galinhas, nem vi o mar...


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

UM MOMENTO DE LUZ


Cláudia, Eliane, Elizama e Irene

Cláudia Rocha é Coordenadora administrativa do Centro de Estudos dos Povos Afro-Índio-Americanos -CEPAIA- coordenadora do projeto da hemeroteca e pesquisadora do grupo Firmina, e muito carinhosamente nos acolheu, a mim e Elizama em sua casa em Salvador. Esse agradável momento foi na varanda do CEPAIA , que por coincidência fica na mesma rua da maravilhosa pousada que Eliane, Augusto e Remo ficaram, Pousada Boqueirão, que recomendo a quem estiver com vontade de uma vista única da Baía de Todos os Santos em um casarão típico no Pelourinho, e que por mais coincidência ainda fica a poucos metros da casa de Cláudia. Clique e conheça os lugares.
Meu muito obrigada a Cláudia e a todos os seus amigos que nos propiciaram bons momentos.
E ao livreiro Pápa-Léguas, o livreiro que ocupou durante anos o pilotis da PUC e montava a sua banca temática de negritude e liberdade para lá, e agora vagueia pelos congressos. conversamos sobre nossa história em comum, os pais dele saíram de Teresina para São Luís, os meus fizeram o caminho inverso, ele nasceu em São Luís, eu em Teresina. Depois ele foi para o Rio de Janeiro, e agora está em Salvador. Eu aqui em Recife. Conversamos muito também sobre a atual visão dos baianos de Jorge Amado, mais isso são outras estórias.

DESCOLONIZAÇÃO EPISTEMOLÓGICA NO CONLAB

Auditório lotado, inclusive com pessoas sentadas no chão

Momento de responder às perguntas da audiência

Celebração do maravilhoso encontro ou dos encontros
MESA COORDENADA
DESCOLONIZAÇÃO EPISTEMOLÓGICA
Coordenação: Eliane Veras Soares - UFPE
Participantes:
Remo Mutzemberg - UFPE
Adélia Miglievch Ribeiro - UFES
Elísio Macamo - Universidade de Basiléia - Suiça

CONLAB - GT 44 - LOUCURA E SOCIEDADE


Prof. Breno Fontes e a portuguesa Sílvia Portugal


Prof.a Eliane da Fonte e a portuguesa Fátima Alves


 
GT 44- LOUCURA E SOCIEDADE
OS NOVOS DESAFIOS NA PREVENÇÃO, PROMOÇÃO E CUIDADOS NA SAÚDE MENTAL

Eliane Maria Monteiro da Fonte
A reforma psiquiátrica no Brasil e os desafios nas novas práticas de cuidados na saúde mental

Irene Cardoso Sousa
A pessoa idosa excluída da rede de social e política de saúde mental no Brasil e na África, seja na ILPI ou hospital psiquiátrico: internamento até a morte

Yonissa Marmitt Wadi e Attiliana de Bona Casagrande
Assistência psiquiátrica no Estado do Paraná: um mapa dos hospitais especializados

Sílvia Portugal
Quem cuida? Uma análise do papel da família e das redes sociais num contexto de desinstitucionalização da doença mental

Martinho Braga Batista e Silva
Entre o caso e os causos: a vida fora do hospício no contexto da primeira condenação o Brasil por violação dos direitos humanos

Eunice Nakamura
A noção de depressão infantil: uma construção sócio-cultural de adultos sobre a infãncia

Maria de Fátima Pereira Alves
As racionalidades leigas não são exclusivamente modernas, elas são plurais- sobre os modos de compreensão da saúde mental em Portugal

Sônia Maria Ribeiro dos Santos
A saúde mental no mundo contemporâneo: as primeiras experiências de desinstitucionalização

Célio Pinheiro
Os rituais na modernidade: a perturbarção da função temporal e o suicídio na adolescência

Artur Perrusi
A cronicidade e a psiquiatria: uma visão sociológica

SALVADOR - CONLAB 2011

video

domingo, 14 de agosto de 2011

Prof. Villaverde no CONLAB durante a conferência :

ENVELHECIMENTO DEMOGRÁFICO E POLÍTICAS PÚBLICAS -

uma nova Crítica Sociológica da Ideologia do Envelhecimento Activo





Tem como objectivo primordial a investigação científica no quadro interdisciplinar dos estudos sobre o envelhecimento, abrangendo designadamente as áreas da Demografia e das Ciências Sociais (Sociologia, Psicologia, Antropologia, Economia, Direito, Geografia, etc.), mantendo-se em ligação com as áreas da Bio-Medicina e da Epidemiologia.

Dedica-se igualmente à promoção da formação científica em estudos do envelhecimento, nomeadamente do nível da pós-graduação, bem como a organização de actividades de comunicação científica e de abertura à sociedade. Está também disponível para participar no estudo e avaliação das políticas públicas relacionadas com o envelhecimento da população.

MANUEL VILLAVERDE CABRAL NO CONLAB

Essa que vos escreve e o Prof. Villaverde do Instituto do Envelhecimento de Lisboa.


CONLAB, SALVADOR, DE 07 a 10/08/2011 - XI CONGRESSO LUSO-AFRO-BRASILEIRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS


O Professor focou sua fala na diferença entre envelhecimento e longevidade e a falta de uma análise propriamente sociológica do tema, pois há uma ótica apenas de assistência social e biomédica.
O aumento da esperança de vida combinado com o controle de natalidade pode ser visto em momentos como as décadas de 60 e 70 em Portugal, momento em que a crise não faz mais atrair emigrantes, quando então faz falta uma abordagem sociológica sobre essa questão, por exemplo, da falta que fará os bebês de emigrantes no futuro.
Há ausência de uma sociologia do envelhecimento para reorientar nos embates entre "idades".
O paradoxo do envelhecimento que era para ser considerado positivo (todos querem viver mais) pode ser negativo quando combinado com a diminuição da natalidade. Esse resultado pode ser gravoso com a visão estigmatizada de minoração social.
Mas a juventude não pode ser vítima ou carrasco dessas mudanças.
No campo da filosofia há contradições das sociedades mais envelhecidas com os jovens que se perguntam: "Será que meu destino é tomar conta de meus pais... "
As políticas devem ser diferenciadas para as crianças e as para as mulheres.
Antes de começar a palestra, em breve encontro com o professor, eu comentava que algumas pessoas do meu círculo de trabalho haviam migrado da área da infância para o envelhecimento, e ele me disse em um humor sarcástico: “então voltem de imediato... estão no lugar errado, só com a educação das crianças poderemos no futuro resolver as questões do envelhecimento...”

Enfim, essa é apenas uma pequena parte da Conferência, não nos estendemos à questão do envelhecimento ativo, que espero voltar a falar em breve.




Mas para ouvir o prof. Villaverde, clique aqui e serás encaminhado para uma longa entrevista, de 46 minutos, emque muito se esclarece sobre o envelhecimento em Portugal, mas que são também pontos de reflexão para nossa realidade.

CURSO DE LITERATURAS AFRICANAS

CURSO: Literaturas Africanas de Língua Portuguesa

CARGA HORÁRIA: 30horas
DIAS: Quartas-feiras
HORÁRIO: das 15h às 18h
PERÍODO: de 14/09 a 30/11
PROFESSOR: Kleyton Pereira
VAGAS: 40 vagas
VALOR TOTAL DO INVESTIMENTO: R$100,00

O período de inscrição é de 01 de agosto até a véspera do início do curso, se ainda houver vaga.
O pagamento pode ser feito em qualquer Banco ou Casa Lotérica.

Inscrição e emissão de boleto bancário através do site www.fafire.br.

Quaisquer informações pelos telefones: (81)2122-3562 (Jaqueline) ou (81)2122-3565 (Profa. Alba Marques)

ou pelos e-mails: jaqueline@fafire.br e dage@fafire.br